
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reafirmou a confiança no sistema eleitoral brasileiro após mencionar uma informação falsa sobre a relação entre a empresa Smartmatic e as urnas eletrônicas utilizadas no país. A declaração ocorreu durante um encontro com diplomatas e a informação citada já havia sido desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 2017.
Em nota divulgada após a repercussão do caso, Flávio Bolsonaro, o coordenador-geral de sua pré-campanha, Rogério Marinho, e a coordenadora jurídica Maria Claudia Bucchianeri afirmaram que o senador apenas mencionou informações públicas e defenderam a presença de observadores internacionais durante as eleições.
Apesar da manifestação, o comunicado não apresentou esclarecimentos sobre a origem da informação envolvendo a Smartmatic. A empresa não fornece nem desenvolve os programas utilizados nas urnas eletrônicas brasileiras, conforme informações já divulgadas pelo TSE em decisões e esclarecimentos anteriores sobre o funcionamento do sistema eleitoral.
Após a declaração, ministros do Tribunal Superior Eleitoral relembraram casos anteriores envolvendo questionamentos sem comprovação sobre as urnas eletrônicas. Entre os exemplos citados está o do ex-deputado Fernando Francischini, que teve o mandato cassado em 2021 por divulgar informações consideradas falsas sobre o processo eleitoral.
O episódio também foi relacionado, por integrantes da Corte, à reunião realizada em 2022 pelo então presidente Jair Bolsonaro com representantes diplomáticos, quando foram apresentadas críticas ao sistema eleitoral. O caso resultou na declaração de inelegibilidade de Bolsonaro por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral.