
Moradores de Livramento de Nossa Senhora enfrentam uma sequência de incêndios e queimadas irregulares que têm causado preocupação pelos impactos ao meio ambiente e à saúde da população. Além de destruir a vegetação, o fogo compromete a qualidade do ar, ameaça imóveis e aumenta o risco de acidentes, principalmente durante o período de estiagem. Um dos casos mais recentes foi registrado no dia 23 de julho, quando um incêndio atingiu um terreno no bairro Belo Horizonte e mobilizou moradores da região.
A legislação brasileira proíbe queimadas sem autorização dos órgãos ambientais. A Lei de Crimes Ambientais prevê pena de reclusão de um a quatro anos e multa para quem provocar incêndios de forma irregular. O Código Florestal também restringe o uso do fogo em áreas protegidas, enquanto normas do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) suspendem autorizações durante períodos de seca devido ao alto risco de propagação das chamas.
Além das consequências legais, as queimadas provocam danos ao solo ao destruir a matéria orgânica, eliminar microrganismos essenciais e favorecer processos de erosão. A fumaça liberada também agrava problemas respiratórios, como asma, bronquite e rinite, afetando principalmente crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Em Livramento, o combate aos incêndios depende da atuação da brigada voluntária Guardiões Ambientais da Serra das Almas (GASA), já que o município não possui unidade do Corpo de Bombeiros.
Moradores também cobram maior fiscalização para identificar e responsabilizar os autores das queimadas. Segundo relatos, a falta de punições contribui para a repetição da prática, que coloca em risco propriedades, áreas de vegetação e a segurança da população, especialmente durante os meses de estiagem.