
Reunião realizada na noite de quinta-feira (12) reuniu representantes da BahiaGás e colaboradores que trabalham na construção do gasoduto de 306 km, que sai de Itagibá e passa por 15 cidades até Brumado. A obra visa beneficiar empresas como RHI Magnesita, Ibar Nordeste e Xilolite, e a primeira etapa tem previsão de conclusão para meados de 2027.
Moradores de Pedra Preta, Lagoa Funda e associações comunitárias participaram do encontro, que foi solicitado desde 2 de maio de 2025 através de ofício protocolado junto à BahiaGás. Representantes da empresa e da prefeitura se comprometeram a intermediar nova reunião com todas as empresas envolvidas, garantindo diálogo direto com a comunidade.
Durante a reunião, o presidente da AMAFCCDA, Zenildo Lima Correia, destacou reivindicações como a pavimentação da estrada principal que liga a BA-148 à portaria da RHI Magnesita, que atualmente é revestida com cáustica, produto tóxico de rejeito da empresa, prejudicando a saúde dos moradores da vila.
Correia também solicitou construção de quadra poliesportiva e posto de saúde, ressaltando que a RHI Magnesita, presente em Brumado há mais de 87 anos, ainda não resolveu problemas antigos da comunidade. Segundo ele, a empresa precisa adotar soluções humanitárias e ambientais, em vez de apenas explorar recursos do município.
Moradores antigos reforçaram que a situação se arrasta desde a chegada da RHI Magnesita à cidade, em 1939, e que a empresa deve assumir responsabilidades socioambientais. Eles pedem ações concretas que beneficiem famílias e trabalhadores, corrigindo danos históricos causados à região.