
Reação ganhou força dentro do PSOL após a possível filiação de Moema Gramacho e Geraldo Simões. Parlamentares e militantes criticaram o movimento e alertaram para risco à identidade política do partido, construída com base em independência e discurso combativo.
Críticas se concentram no histórico político das duas lideranças. Integrantes da legenda afirmam que trajetórias marcadas por controvérsias e denúncias podem comprometer a imagem ética do partido, defendendo que qualquer decisão sobre filiação passe por amplo debate interno e análise criteriosa.
No caso de Moema, opositores citam investigações envolvendo sua gestão em Lauro de Freitas. Questionamentos incluem suspeitas de irregularidades em contratos públicos e críticas sobre impactos em comunidades tradicionais, como o Quilombo Kingoma, além de conflitos com servidores municipais.
Já em relação a Geraldo Simões, parlamentares lembram episódios políticos considerados controversos. Entre eles, apoio a alianças fora do campo ideológico do partido e menções a investigações envolvendo emendas parlamentares, o que gerou desconforto entre membros da sigla.
Declarações de lideranças reforçam o clima de tensão. O vereador Hamilton Assis afirmou que o partido não deve flexibilizar princípios por interesses eleitorais. O deputado Hilton Coelho classificou a movimentação como oportunista e cobrou coerência política.
Avaliação interna aponta que a possível filiação pode estar ligada a estratégias eleitorais. Setores do partido defendem que o PSOL mantenha seus princípios históricos e conduza o debate com transparência, participação da militância e responsabilidade política diante do cenário.