
Declaração do senador Jaques Wagner nesta segunda-feira (6) tentou esfriar rumores de racha no PT da Bahia. Em entrevista, ele negou qualquer disputa com Rui Costa e afirmou que a relação entre os dois segue baseada em décadas de parceria política.
Durante conversa em rádio, Wagner destacou que mantém amizade com Rui há cerca de 35 a 40 anos. Segundo ele, o ex-governador teve papel importante na gestão estadual e sempre demonstrou competência administrativa, apesar de ter um estilo mais firme.
Divergências recentes, no entanto, vieram à tona com a escolha do vice na chapa governista. Enquanto Wagner apoiava a permanência de Geraldo Júnior, Rui resistia ao nome após episódio envolvendo críticas nas redes sociais, o que aumentou especulações sobre um possível desgaste interno.
Ao rebater a ideia de disputa, Wagner citou sua proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que, se houvesse conflito, poderia ter influenciado diretamente na escolha de Rui para a Casa Civil durante a formação do atual governo.
Segundo o senador, Lula chegou a consultá-lo sobre a indicação no período entre a eleição e a posse. Wagner disse que poderia ter se colocado como opção ou até vetado o nome de Rui, mas não o fez, justamente por reconhecer a capacidade do aliado.
Posicionamento busca conter ruídos dentro da base governista na Bahia. Mesmo com divergências pontuais, a fala sinaliza tentativa de manter unidade política diante do cenário eleitoral que se aproxima.