
Relatório apresentado pelo secretário da OEA Ivan Marques revela mudança profunda no crime organizado na América Latina. Segundo ele, facções deixaram de depender apenas do narcotráfico e passaram a atuar em múltiplos negócios ilegais, ampliando lucros e influência.
Estrutura atual funciona em rede, com alianças entre grupos locais e organizações internacionais. Diferente dos antigos cartéis centralizados, as facções operam de forma flexível, dividindo funções como logística, distribuição e financiamento entre diferentes núcleos criminosos.
No Brasil, organizações como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho já expandiram atuação para outros países. As atividades incluem tráfico de armas, exploração ilegal de recursos, extorsão, crimes cibernéticos e até infiltração em negócios legais.
Cenário internacional também envolve cartéis e máfias de várias partes do mundo. Grupos mexicanos, europeus e de outras regiões formam uma espécie de coalizão criminosa, conectando mercados ilícitos e aumentando a complexidade do combate.
Alerta da Organização dos Estados Americanos destaca que a diversificação tornou o crime mais resistente. Ao espalhar atividades e riscos, essas redes dificultam ações policiais tradicionais e exigem novas estratégias de enfrentamento.
Autoridades defendem integração entre órgãos de segurança como caminho mais eficaz. A proposta inclui cooperação entre polícias, Ministério Público e órgãos financeiros, além de ações coordenadas entre países para enfraquecer as estruturas criminosas.
Preocupação cresce com novas frentes de atuação, como crimes digitais e tráfico de materiais sensíveis. Segundo o relatório, o avanço tecnológico tem sido aproveitado pelas facções, tornando o cenário ainda mais desafiador para governos.
Estratégia futura passa pela cooperação internacional e troca de informações. A OEA aposta na criação de redes integradas entre países para combater o crime organizado transnacional de forma mais eficiente e coordenada.