
Pressionado por queda de popularidade, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta reduzir o impacto de medidas econômicas no eleitor. A estratégia inclui transferir ao Congresso Nacional do Brasil a responsabilidade por projetos que geraram desgaste.
Nos bastidores, a gestão avalia recuar em propostas como a regulamentação de trabalhadores por aplicativos. A medida, discutida por anos no governo e ligada a Guilherme Boulos, enfrentou resistência da categoria e foi retirada da pauta. A decisão tem cálculo político, segundo o ministro José Guimarães.
Entre os pontos mais criticados, a chamada “taxa das blusinhas” também virou alvo de revisão. A medida, defendida pela equipe de Fernando Haddad e Geraldo Alckmin, impôs imposto sobre compras internacionais. O governo agora admite discutir mudanças após reação negativa.
Outro foco de desgaste envolve as apostas esportivas, conhecidas como bets. A regulamentação priorizou arrecadação e deixou em segundo plano alertas sobre vício e impacto social. O avanço do endividamento e casos de ludopatia ampliaram a pressão por medidas mais duras.
Diante do cenário, o Planalto busca recuperar apoio com novas propostas. Uma delas é o fim da escala 6×1, enviada ao Congresso como projeto de lei. A medida enfrenta questionamentos jurídicos por tratar de tema previsto na Constituição, o que exigiria uma PEC.