
Em Guanambi, o Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro foi alvo de ataque com pichações nazistas. O caso ocorreu no último sábado (18), mas ganhou repercussão nesta quinta-feira (23). As marcas incluíam suásticas e frases supremacistas. A situação causou indignação entre moradores e representantes da comunidade.
Segundo responsáveis pela instituição, este foi o mais recente de uma série de seis arrombamentos em cinco meses. Os episódios anteriores envolveram furtos e atos de depredação. Objetos sagrados, imagens religiosas e documentos foram danificados. A repetição dos crimes levanta suspeita de motivação além de ações isoladas.
De acordo com o presidente Edvaldo Mota, um boletim de ocorrência está sendo registrado. A medida busca formalizar o caso e permitir o início das investigações policiais. O vice-presidente também relatou preocupação com a segurança do espaço. A instituição possui 78 anos de fundação e é considerada tradicional na cidade.
Além disso, a Ordem dos Advogados do Brasil, por meio da Comissão de Direitos Humanos local, acompanha o caso. Representantes entraram em contato com os responsáveis pelo centro. Em nota, o grupo manifestou repúdio ao ataque. A entidade destacou a importância do respeito à liberdade religiosa.
Por outro lado, a prefeitura municipal também se posicionou oficialmente. A gestão divulgou nota de solidariedade à instituição atingida. O município cobrou apuração rápida dos fatos e responsabilização dos envolvidos. A administração reforçou o compromisso com a paz e a convivência entre diferentes crenças.
Por fim, o caso segue sob investigação e mobiliza autoridades e entidades locais. A ocorrência reacende o debate sobre intolerância religiosa e crimes de ódio. Especialistas apontam a necessidade de medidas preventivas e educativas. A expectativa é que os responsáveis sejam identificados e punidos conforme a lei.