
Aliados do senador Flávio Bolsonaro têm manifestado preocupação com a atuação de um colaborador próximo na pré-campanha. As críticas ocorrem nos bastidores e envolvem o papel de Marcello Lopes. Interlocutores do partido avaliam que a participação dele pode gerar desgaste político. O tema ganhou espaço entre integrantes da sigla.
Segundo aliados, Marcello Lopes tem influência direta nas decisões da equipe. Ele é apontado como uma das pessoas mais ouvidas pelo senador. Nos últimos meses, teria ampliado sua atuação estratégica. Integrantes do Partido Liberal afirmam que ele exerce função semelhante à de coordenador informal. A presença crescente tem gerado incômodo interno.
O principal ponto levantado é o histórico profissional de Lopes. Ele trabalhou no governo de Agnelo Queiroz, do PT, no Distrito Federal. Também foi investigado pela Polícia Federal em um caso envolvendo interceptação ilegal de e-mails. Além disso, sua agência mantém contrato com o Banco de Brasília, citado em investigações relacionadas a fraudes.
Diante das críticas, Lopes afirmou que atua apenas como colaborador. Ele disse que contribui com análises e sugestões estratégicas. O empresário admitiu a possibilidade de ampliar a participação. Caso isso ocorra, afirmou que pretende se afastar da direção da empresa. Ele também demonstrou surpresa com as críticas feitas por integrantes do partido.