
A Justiça condenou Luzania Silva Oliveira a cinco anos, um mês e 15 dias de prisão por crimes de maus-tratos, omissão de assistência e exposição a perigo contra moradores de um lar de idosos em Salvador. A decisão foi proferida no último dia 5 de maio e divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Ministério Público da Bahia. O caso envolve irregularidades registradas na Instituição de Longa Permanência para Idosos Lar Sagrada Família.
Segundo as investigações, a unidade localizada no bairro Alto de Coutos mantinha 19 pessoas em condições degradantes entre agosto de 2024 e outubro de 2025. Entre os acolhidos estavam oito idosos e 11 pessoas com menos de 60 anos, algumas com deficiência. O Ministério Público apontou falta de alimentação adequada, ausência de higiene e negligência nos cuidados básicos prestados aos residentes do local.
Durante uma operação conjunta realizada em outubro de 2025, equipes da Vigilância Sanitária, Polícia Civil, Polícia Militar e Ministério Público encontraram quartos em situação precária. Conforme o relatório da fiscalização, camas e colchões estavam sujos de urina e fezes. Os agentes também identificaram escassez de alimentos, medicamentos vencidos e falta de materiais básicos de higiene. A equipe técnica disponível foi considerada insuficiente para atender os moradores.
Além das condições encontradas na instituição, a denúncia aponta que a gestora retinha cartões bancários vinculados a benefícios previdenciários e assistenciais das vítimas. Segundo o Ministério Público, os valores eram apropriados de forma indevida. Luzania Silva Oliveira foi presa em flagrante durante a operação e permaneceu custodiada preventivamente até o julgamento. A defesa dela não foi localizada para comentar a condenação.