
A Justiça da Bahia condenou um ex-vice-diretor escolar por crimes ligados ao favorecimento da exploração sexual de adolescente e fornecimento de bebida alcoólica para menor de idade em Riacho de Santana, no sudoeste baiano. A sentença determinou pena de 6 anos, 1 mês e 22 dias de prisão em regime inicial semiaberto. O magistrado também decretou a perda do cargo público exercido pelo réu como professor da rede estadual de ensino.
Segundo a decisão judicial, o condenado utilizava a posição que ocupava dentro da escola para se aproximar da vítima adolescente. A circunstância foi considerada grave pela Justiça durante a análise do caso. Além da condenação criminal, o juiz fixou indenização mínima por danos morais em favor da vítima. Após o trânsito em julgado da sentença, a Secretaria de Educação do Estado da Bahia deverá ser comunicada oficialmente para efetivar a perda do cargo público.
No mesmo conjunto de processos, outra pessoa também foi condenada por favorecimento da prostituição e exploração sexual de adolescentes. Conforme a sentença, a acusada atraía adolescentes para encontros com homens em troca de bebidas alcoólicas e drogas. Depoimentos reunidos durante a investigação apontaram que ela intermediava os contatos e prometia a companhia das vítimas para obter vantagens relacionadas ao consumo de álcool e entorpecentes.
Ainda de acordo com a decisão, a ré recebeu pena de 11 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão. Em outro processo ligado ao caso, o proprietário de um bar foi absolvido da acusação de exploração sexual por falta de provas. Apesar disso, ele acabou condenado por fornecer bebida alcoólica a adolescentes. A pena aplicada foi de 2 anos e 8 meses de detenção, substituída por medidas restritivas de direitos.