
A Bahia registrou mais de 3 mil mortes em acidentes de transporte terrestre ao longo de 2025, segundo levantamento divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia durante a campanha Maio Amarelo. Apesar da redução de 7,1% em relação ao ano anterior, o estado ainda apresentou média de oito mortes por dia no trânsito, mantendo o cenário como motivo de preocupação para autoridades e especialistas.
Conforme os dados do estudo, mais da metade das vítimas fatais morreu em vias públicas. A pesquisa aponta ainda que 2025 apresentou uma das maiores taxas de vitimização da série histórica, com 20,5 mortes para cada 100 mil habitantes. O levantamento destaca que mudanças nas leis de trânsito ao longo dos anos ajudaram a reduzir acidentes em determinados períodos, principalmente no combate ao consumo de álcool ao volante e ao excesso de velocidade.
Entre as vítimas, os homens representam a maior parte dos casos registrados. O estudo mostra que oito em cada dez mortes no trânsito envolveram pessoas do sexo masculino. Jovens entre 20 e 29 anos aparecem como o grupo mais atingido. Os motociclistas lideram o número de vítimas fatais, concentrando 45,9% das mortes registradas no estado. Em seguida aparecem ocupantes de veículos, pedestres, ciclistas e usuários de ônibus e triciclos.
Outro ponto destacado pela pesquisa é a diferença entre capital e interior. A incidência de mortes no trânsito em cidades do interior da Bahia foi o dobro da registrada na Região Metropolitana de Salvador e quase quatro vezes maior que a observada na capital baiana. Além das perdas humanas, os acidentes também provocaram impactos no sistema de saúde, com quase 19 mil internações relacionadas ao trânsito em 2025 e aumento nos custos para o Sistema Único de Saúde.