
A sessão da Câmara de Vereadores de Brumado foi marcada por protestos na noite desta segunda-feira (25), após o aumento da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (COSIP). A cobrança, regulamentada pela Lei Municipal nº 17/2025, provocou forte reação popular devido ao impacto nas contas de energia. Moradores e empresários passaram a chamar o reajuste de “Taxa da Maldade” por causa dos novos valores cobrados no município.
Durante a sessão, dezenas de pessoas ocuparam o plenário com faixas, cartazes e manifestações direcionadas aos vereadores da base governista. Segundo relatos apresentados durante o protesto, alguns contribuintes registraram aumento de até 400% na taxa de iluminação pública. Entre as mensagens exibidas estavam pedidos por tarifas mais justas e críticas à gestão da cobrança aprovada pela Prefeitura de Brumado.
Moradores da zona rural afirmaram que o aumento ocorreu sem ampliação efetiva do serviço nas comunidades. Um dos participantes reclamou que a cobrança chegou antes da instalação de iluminação nas localidades afetadas. O setor empresarial também demonstrou preocupação com os impactos financeiros da medida. Empresários temem prejuízos no comércio local e apontam risco de fechamento de empresas e demissões caso os valores sejam mantidos.
Mesmo diante da pressão popular, a sessão seguiu em clima de tensão até o encerramento dos trabalhos legislativos. A proposta enviada pelo prefeito Fabrício Abrantes ampliou o debate sobre os custos da iluminação pública no município. A população cobra revisão da taxa e maior transparência sobre a aplicação dos recursos arrecadados com a nova cobrança.