
A Justiça condenou Wagner Santos Oliveira a 14 anos e três meses de prisão pelo feminicídio da ex-namorada Madaí Santos São Bernardo. A sentença foi definida pelo Tribunal do Júri na quinta-feira (11), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Os jurados reconheceram que o crime ocorreu em um contexto de violência de gênero e que a vítima não teve possibilidade de defesa.
Segundo o Ministério Público da Bahia (MPBA), o assassinato aconteceu na noite de 11 de dezembro de 2022, no bairro de Cosme de Farias. As investigações apontaram que o acusado matou a ex-companheira após uma discussão motivada pelo término do relacionamento, que havia durado cerca de seis meses. A vítima foi atingida por disparos de arma de fogo na cabeça.
Antes do crime, o casal havia participado de uma confraternização familiar. De acordo com a apuração do caso, Madaí retornou à residência do acusado para buscar chaves que teria esquecido no local. Pouco tempo depois, ela foi encontrada sem vida dentro do imóvel, dando início às investigações conduzidas pelas autoridades.
Durante o julgamento, a acusação apresentou laudos periciais, exame necroscópico e depoimentos de testemunhas para comprovar a autoria e as circunstâncias do crime. As provas foram consideradas suficientes para a condenação do réu pelo Conselho de Sentença, que acolheu as teses apresentadas pelo Ministério Público.
Conforme destacou o MPBA, o feminicídio foi motivado pela não aceitação do fim do relacionamento por parte do condenado. O caso é mais um exemplo de violência contra a mulher e reforça o debate sobre a necessidade de combate aos crimes praticados em contextos de violência doméstica e de gênero.