Prefeito de Macaúbas denuncia perseguição política na saúde e reacende debate sobre atendimento regional

A saúde pública voltou ao centro das discussões no sudoeste baiano após declarações do prefeito de Macaúbas, Aloísio Miguel Rebonato (MDB). Durante um evento realizado na sexta-feira (19), com a presença de lideranças políticas estaduais, o gestor afirmou que o município sofre perseguição política por parte do Governo da Bahia. Segundo ele, a situação teria provocado perdas de recursos e dificuldades na ampliação da assistência a pacientes da região.

Durante o discurso, Aloísio afirmou que Macaúbas deixou de receber um convênio mensal de R$ 180 mil logo após sua primeira eleição para o comando do município. O prefeito disse que o repasse foi interrompido no início da gestão e classificou a medida como um prejuízo para a população. As declarações ocorreram em meio a críticas sobre a distribuição de investimentos e serviços de saúde no interior do estado.

Outro ponto destacado pelo gestor foi a situação dos pacientes renais crônicos que realizam tratamento de hemodiálise em Brumado. Segundo ele, os deslocamentos frequentes representam desgaste físico e emocional para os pacientes e seus familiares. O prefeito defendeu a transferência dos atendimentos para Seabra, município mais próximo de Macaúbas e que possui estrutura para receber a demanda regional.

A administração municipal afirma que já buscou apoio junto aos órgãos estaduais para viabilizar a mudança, mas a solicitação não teria sido autorizada. Aloísio alegou que outras cidades conseguiram aprovação para alterações semelhantes e sugeriu que a negativa ao município teve motivação política. Até o momento, o Governo da Bahia não se manifestou oficialmente sobre as declarações feitas pelo prefeito.

Nos bastidores, também circulam informações sobre uma suposta mobilização envolvendo prefeitos da região para discutir mudanças na gestão do Hospital de Macaúbas. Segundo relatos apurados por veículos locais, um documento teria sido apresentado a gestores municipais em busca de apoio para um pedido junto ao Governo do Estado. A existência do material e eventual adesão dos municípios, porém, ainda não foram confirmadas oficialmente.

Enquanto o debate avança, lideranças regionais reforçam reivindicações históricas relacionadas à implantação de um hospital regional e de um centro de hemodiálise no Vale do Paramirim. Defensores da proposta argumentam que a estrutura reduziria deslocamentos e ampliaria o acesso da população a tratamentos especializados. O tema voltou a ganhar força diante das recentes discussões sobre a oferta de serviços de saúde na região.

Durante o mesmo evento, o prefeito destacou investimentos realizados na recuperação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Macaúbas após os danos causados por fortes chuvas. Segundo ele, mais de R$ 500 mil em recursos próprios foram aplicados na reconstrução da estrutura. O gestor afirmou que as intervenções permitiram restabelecer o funcionamento da unidade e ampliar a capacidade de atendimento à população.

Em meio às divergências políticas, moradores da região cobram soluções concretas para os desafios da saúde pública. A expectativa é que governos e lideranças priorizem medidas voltadas à ampliação do atendimento, à redução das distâncias percorridas por pacientes e ao fortalecimento da rede regional de assistência médica.

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