
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a agenda do 2 de julho na Bahia pode expor o governo a constrangimentos. O encontro público está previsto para ocorrer em Salvador, durante as celebrações da Independência da Bahia. A preocupação aumentou após a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve o senador Jaques Wagner como um dos alvos. Interlocutores apontam risco de desgaste político em meio à repercussão do caso.
Agenda do presidente na Bahia inclui participação em evento cívico tradicional, considerado estratégico para a base governista no estado. A avaliação entre aliados é que a presença de Lula ao lado de Wagner pode gerar questionamentos públicos e ampliar a pressão política. Nos bastidores, integrantes do governo discutem formas de reduzir a exposição e controlar o impacto da repercussão da operação da Polícia Federal. A data, marcada por simbolismo histórico, aumenta a visibilidade do encontro.
Encontro entre Lula e Wagner está previsto para ocorrer em meio à tentativa do governo de administrar a crise política. Segundo relatos de aliados, há temor de uma “saia justa” durante a cerimônia oficial, com possíveis questionamentos da imprensa e da oposição. A expectativa é de que o cenário seja monitorado de perto pelo Palácio do Planalto, que avalia os efeitos políticos da situação. O episódio ocorre em um momento de atenção redobrada sobre a base governista no Congresso.