
A operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que tem como um dos alvos o senador Jaques Wagner, levou o Palácio do Planalto a reavaliar a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia. A visita estava prevista para os primeiros dias de julho e incluía compromissos considerados estratégicos para o governo federal e para a gestão estadual.
A programação original previa duas agendas principais. A primeira seria a inauguração do Hospital Regional do Litoral Norte, em Alagoinhas. A segunda incluía o lançamento das obras da Ponte Salvador-Itaparica, projeto de grande impacto na infraestrutura baiana. Os eventos também seriam utilizados como preparação para as celebrações do 2 de Julho, data simbólica para o estado.
Com a repercussão da operação, integrantes do governo passaram a discutir possíveis mudanças nos planos. Entre as alternativas analisadas estão o cancelamento da viagem ou a realização dos eventos com ajustes na composição política das cerimônias. A principal preocupação é evitar associações diretas entre o presidente e o caso investigado.
Auxiliares do Planalto avaliam que a presença de Jaques Wagner nos palanques pode ampliar o desgaste político, já que o senador é uma das principais lideranças do Partido dos Trabalhadores na Bahia. A análise interna considera o impacto de imagens e discursos conjuntos em meio ao avanço das investigações.
A operação da Polícia Federal apura supostos favorecimentos ao Banco Master e a empresários ligados à instituição. Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que sua atuação parlamentar não teve relação com benefícios indevidos. O caso segue em investigação, enquanto o governo federal avalia os próximos passos da agenda presidencial no estado.