
O cantor João Vitor da Costa Minervino, conhecido como MC Black da Penha, de 25 anos, tornou-se réu na Justiça do Ceará após uma apresentação em Fortaleza que passou a ser investigada por suposta apologia ao crime. O caso ocorreu durante uma festa realizada há cerca de dois meses.
A investigação teve início após uma operação policial no evento “Black Experience”, em 25 de abril. Segundo as autoridades, o artista teria citado em sua apresentação um suposto líder de uma organização criminosa, o que motivou a análise de vídeos gravados durante o show e usados como prova no processo.
De acordo com o Ministério Público do Ceará, a apresentação teria incluído referências consideradas apologia ao crime, com menções a uma facção criminosa. As autoridades também afirmam que parte do público teria feito sinais associados ao grupo durante a performance do cantor.
No decorrer da investigação, a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público em 10 de maio. O órgão sustenta que houve incentivo indireto a uma facção criminosa, com base em registros audiovisuais e no comportamento observado durante o evento.
A defesa do artista contesta as acusações e afirma que a interpretação das letras foi distorcida. Os advogados também alegam que não houve situação de flagrante no momento da prisão e destacam que o cantor possui residência fixa e ocupação lícita, além de ser réu primário. O caso segue em análise pela Justiça cearense.