
Os principais pré-candidatos à Presidência da República intensificaram as estratégias para conquistar o eleitorado feminino nas eleições de 2026. As mulheres representam 52,47% dos eleitores brasileiros e se tornaram um dos principais focos das articulações políticas. Entre as ações anunciadas estão propostas voltadas ao combate à violência, geração de emprego, empreendedorismo e ampliação de políticas públicas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve disputar a reeleição, tem reforçado medidas ligadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, à igualdade salarial e à ampliação de programas sociais. A estratégia busca fortalecer o apoio entre as eleitoras, principalmente nas classes C, D e E, consideradas decisivas para a disputa presidencial.
Na oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem concentrado o discurso em propostas relacionadas ao combate à violência doméstica, ao empreendedorismo feminino, ao microcrédito e à autonomia financeira das mulheres. A pré-campanha também defende a participação de uma mulher na composição da chapa presidencial, em uma tentativa de ampliar o diálogo com esse segmento do eleitorado.
Outros pré-candidatos também passaram a destacar pautas voltadas às mulheres. Ronaldo Caiado (PSD) tem priorizado propostas para reforçar a segurança pública e combater a violência de gênero. Já Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) afirmam que pretendem incluir temas como emprego, educação, creches e apoio às mães solo em seus programas de governo, sem apresentar plataformas específicas voltadas exclusivamente ao público feminino.