
A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que a negociação de um imóvel avaliado em R$ 15,8 milhões não teve relação com a operação da Polícia Federal que envolveu o parlamentar. A manifestação ocorreu após reportagem do Estadão levantar questionamentos sobre a venda do terreno, que teria sido iniciada após a ação policial.
Segundo a defesa, a negociação do imóvel começou ainda em 2024 e foi concluída por meio de um acordo formalizado em 2025 com o City Football Group, grupo responsável pela administração do Esporte Clube Bahia. Os advogados afirmaram que a transação seguiu todos os procedimentos legais e fiscais previstos.
Conforme a nota divulgada pela defesa, o negócio envolveu uma permuta do terreno por lotes de um empreendimento imobiliário, além do pagamento antecipado de R$ 2 milhões. O valor, segundo os representantes do senador, foi declarado oficialmente e teve o recolhimento do imposto sobre ganho de capital realizado dentro das normas tributárias.
Ainda de acordo com os advogados, a escritura pública do imóvel foi registrada em maio de 2026, mantendo a característica de permuta prevista no acordo inicial. A defesa afirmou que todos os documentos e etapas da negociação foram regularizados antes da conclusão do processo.
Diante das acusações levantadas na reportagem, os representantes de Jaques Wagner rejeitaram qualquer tentativa de associar a venda do imóvel à operação da Polícia Federal. A defesa declarou que a negociação ocorreu dentro da legalidade e não possui vínculo com investigações ou medidas policiais.