
O sistema Body Scan identificou 232 alterações durante inspeções realizadas em unidades prisionais da Bahia entre janeiro e julho de 2026. O número representa aumento superior a 320% em comparação com o mesmo período do ano passado. A tecnologia é utilizada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado da Bahia (Seap) para localizar objetos e substâncias proibidas durante a entrada de pessoas nos presídios.
Por meio de baixas doses de raios-X, o equipamento produz imagens do corpo e permite identificar possíveis materiais ilícitos sem contato físico. Entre os itens encontrados durante as inspeções estão celulares, smartwatches, carregadores e drogas. O recurso passou a auxiliar os servidores na fiscalização de visitantes e na identificação de materiais que não podem ser levados para dentro das unidades.
Além da identificação de objetos, o equipamento reduziu o tempo necessário para realizar as inspeções. Segundo as informações divulgadas, uma revista que pode levar aproximadamente 30 minutos pelos métodos convencionais passa a ser concluída em cerca de sete segundos com o Body Scan. A tecnologia também permite que aproximadamente 90% dos visitantes sejam dispensados da revista íntima.
Outro efeito apontado é a redução da necessidade de contato físico durante o procedimento. As imagens produzidas pelo equipamento permitem que os agentes visualizem possíveis alterações e determinem quando uma verificação mais detalhada será necessária. Dessa maneira, a inspeção pode ser direcionada para situações que apresentem indícios de materiais proibidos.
Quando o sistema identifica uma alteração que exige averiguação, os servidores adotam os procedimentos previstos para confirmar o que foi detectado. O equipamento também pode indicar suspeitas relacionadas a materiais transportados no interior do corpo. Nesses casos, são realizados os procedimentos necessários para esclarecer a ocorrência.
Com o aumento das detecções registrado nos primeiros sete meses de 2026, o Body Scan passou a representar mais um recurso utilizado pela Seap no controle de acesso às unidades prisionais. A tecnologia combina inspeção por imagem e redução do contato físico, ampliando as possibilidades de fiscalização nos estabelecimentos penais do Estado.