UPB e Governo da Bahia reúnem prefeitos para enfrentar efeitos do El Niño

Prefeitos e autoridades estaduais e federais se reuniram nesta terça-feira (1º), em Salvador, para discutir medidas de prevenção aos impactos do El Niño e do possível agravamento da estiagem na Bahia. O encontro ocorreu na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB) e reuniu 590 participantes, entre representantes presenciais e virtuais.

Durante a reunião, os gestores discutiram ações para garantir o abastecimento de água, preservar a produção da agricultura familiar e ampliar o suporte às cidades com menor capacidade financeira. Participaram o governador Jerônimo Rodrigues, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Nobre Guimarães, e representantes de órgãos como CAR, CERB e Embasa.

Entre as reivindicações apresentadas pela UPB estão a liberação mais rápida do Cartão de Pagamento da Defesa Civil, uma cota extra do Garantia-Safra e a adoção de medidas para subsidiar a venda de milho pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A entidade também pediu apoio para o transporte de água potável aos municípios afetados.

Segundo o presidente da UPB, Wilson Paes Cardoso, a estiagem pode comprometer o patrimônio e a fonte de renda de pequenos produtores rurais. Ele defendeu ações emergenciais para evitar que famílias que construíram suas atividades ao longo de anos percam suas condições de produção e subsistência.

Na avaliação de Jerônimo Rodrigues, o enfrentamento da estiagem exige articulação entre União, Estado e municípios. O governador também defendeu a elaboração de planos municipais de contingência para reduzir os impactos sobre setores como agricultura, comércio e turismo, principalmente nas regiões do semiárido baiano.

Como resultado das discussões, a UPB anunciou a criação de uma comissão permanente para acompanhar semanalmente a situação dos municípios que enfrentam maiores dificuldades de abastecimento. A entidade também pretende ampliar parcerias para perfuração de poços, expansão das redes de distribuição e execução de obras estruturantes.

Além das medidas emergenciais, o planejamento prevê investimentos de longo prazo em estruturas de armazenamento e segurança hídrica. Entre as alternativas estão a construção e ampliação de barragens e cisternas no interior, com o objetivo de aumentar a capacidade de resposta dos municípios diante de períodos prolongados de estiagem.

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