
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a proibição de viagem internacional e a suspensão do passaporte do secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré. A mesma medida continua válida para o empresário Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Guiga Sodré, pai do secretário.
Os dois são investigados na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes e desvios relacionados ao Banco Master. Segundo a decisão, o estágio inicial das investigações e a possibilidade de evasão do país justificam a permanência das medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Eduardo Sodré havia solicitado autorização para viajar à França e também para participar da COP17/UNCCD, prevista para outubro. Os pedidos foram negados. Mendonça apontou ainda indícios de crimes graves, como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Além disso, o ministro considerou a capacidade financeira dos investigados para permanecer no exterior como um dos fatores que sustentam a restrição. A avaliação foi apresentada no contexto das medidas adotadas para garantir o andamento das investigações.
No caso de Guiga Sodré, a Justiça também rejeitou o pedido para viajar à Itália, onde ele participaria da Bienal de Veneza. A decisão preservou a suspensão do passaporte e a proibição de deixar o território nacional.
Por fim, permanecem proibidas a emissão de um novo passaporte e o contato de Guiga Sodré com outros investigados. Para André Mendonça, os pedidos não apresentaram fatos novos capazes de alterar os fundamentos das medidas cautelares.