
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) definiu o deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) como representante de sua campanha para tratar das propostas econômicas, a poucos dias do primeiro turno. Economista, Hauly já ocupou o cargo de secretário da Fazenda do Paraná em duas oportunidades e participou de manifesto em defesa da reforma tributária.
Segundo a campanha, a escolha ocorreu após semanas de consultas a nomes do Congresso e do mercado financeiro. Júlio Delgado (Avante-MG), candidato a vice-presidente na chapa, afirmou que o desempenho inicial de Cury nas pesquisas pode ter influenciado a demora na definição. Em levantamentos anteriores, o candidato chegou a registrar 2% das intenções de voto.
Conforme Delgado, assumir a área econômica exigiria que especialistas deixassem temporariamente suas atividades no setor privado. De acordo com ele, nomes do mercado financeiro, economistas e ex-integrantes do Ministério da Fazenda participaram como consultores na elaboração do plano de governo apresentado por Cury. A campanha chegou a buscar indicações no mercado para compor a equipe econômica.
Entre as propostas apresentadas por Cury está a realização de ajustes na reforma tributária, com o objetivo declarado de evitar distorções ou prejuízos para determinados setores. O plano também prevê um novo modelo para conter o crescimento dos gastos públicos e desacelerar a expansão da dívida. A candidatura propõe ainda medidas relacionadas ao mercado de trabalho.
Na pesquisa Datafolha divulgada em 17 de setembro, Cury apareceu com 6% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva registrou 39% e Flávio Bolsonaro, 36%. O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre 15 e 17 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Além disso, o plano de governo de Cury prevê a criação de uma estrutura voltada à capacitação profissional diante dos efeitos da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho. Hauly já representou a candidatura em debate sobre economia e defendeu mudanças tributárias, controle das despesas públicas e redução dos juros.