
O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou nesta terça-feira (29) que manterá sua candidatura até o último minuto da eleição. A declaração ocorre após integrantes do partido pressionarem pela retirada da disputa para favorecer uma união entre candidaturas de direita.
A pressão aumentou depois que o deputado Ricardo Salles desistiu da candidatura ao Senado pelo Novo e anunciou apoio a Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também defendeu a união de candidaturas de direita na reta final da campanha.
Em agenda pública em Ipatinga, no Vale do Aço, Zema afirmou que considera normal a perda de apoio durante a campanha. O candidato disse que pretende continuar apresentando suas propostas e manter o projeto eleitoral até o encerramento da disputa.
Na pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28), Zema registrou 1% das intenções de voto no primeiro turno. O levantamento apontou Lula (PT) com 39% e Flávio Bolsonaro (PL) com 34%, enquanto Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) tiveram 4% cada, e Renan Santos (Missão), 3%.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 24 e 27 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06520/2026.
Zema também afirmou que, em um eventual segundo turno, espera uma união entre os candidatos de direita contra o PT. A declaração foi feita enquanto o candidato mantém a agenda de campanha, apesar das movimentações de integrantes do próprio campo político em torno de outras candidaturas.