
A representação de parlamentares evangélicos da Bahia na Câmara dos Deputados caiu pela metade nas eleições de 2026. O estado passou de quatro deputados ligados a igrejas eleitos em 2022 para dois neste ano, acompanhando uma redução registrada também no cenário nacional.
Entre os parlamentares reeleitos está o bispo Márcio Marinho (Republicanos), da Igreja Universal do Reino de Deus. Pastor Sargento Isidoro (Avante), ligado à igreja Pentecostal e presidente da Fundação Doutor Jesus, também garantiu novo mandato para representar a Bahia na Câmara.
Rogéria Santos (Republicanos), que integra a Universal, não conseguiu a reeleição. Alex Santana (Republicanos), pastor da Assembleia de Deus e deputado federal licenciado, não disputou novamente uma vaga na Câmara nas eleições deste ano.
No Republicanos, que ampliou a abertura para novas candidaturas na Bahia, Ângelo Coronel Filho foi o deputado mais votado pela legenda, seguido por Léo Prates, que também foi reconduzido. O partido conquistou três cadeiras no estado e atualmente possui seis representantes na bancada baiana.
Dados do Departamento de Assessoria Parlamentar (Diap) apontam que a Universal e a Assembleia de Deus, consideradas suas diferentes ramificações, tradicionalmente elegem dezenas de parlamentares para a Câmara. Em 2026, porém, houve redução na quantidade de representantes ligados às duas denominações.
Na Bahia, o movimento foi diferente na Assembleia Legislativa. José de Arimatéia, Jurailton Santos, ambos do Republicanos e ligados à Universal, foram reeleitos, enquanto Samuel Júnior da Assembleia de Deus e Diego Catro do (PL), da Igreja Batistas, também garantiram novo mandato. Tancredo Isidório (Avante), filho do Pastor Sargento Isidoro, conquistou uma cadeira pela primeira vez.