
O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou nesta quarta-feira (7) o apoio declarado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Em publicação nas redes sociais, Jerônimo classificou a posição do adversário como “oportunismo eleitoral” e afirmou que a decisão confirmaria um alinhamento político que, segundo ele, já existia durante a campanha.
Na manifestação, o governador também afirmou que ACM Neto teria adotado uma postura de neutralidade durante a disputa pelo governo estadual apenas por estratégia eleitoral. Jerônimo declarou ainda que o adversário foi derrotado na eleição para o Palácio de Ondina e afirmou esperar novo resultado desfavorável a ele no cenário presidencial, projetando uma votação expressiva para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Bahia.
Outro integrante do grupo político de Jerônimo, o senador eleito Rui Costa (PT), também criticou a decisão de ACM Neto. Em vídeo publicado nas redes sociais, Rui afirmou que o grupo derrotado nas eleições estaduais passou a apoiar pessoas que, segundo ele, teriam atuado contra os interesses da Bahia. O senador eleito disse ainda acreditar que os eleitores baianos terão papel decisivo no segundo turno.
Paralelamente, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), declarou apoio a Flávio Bolsonaro após a decisão da Federação União Progressista de apoiar oficialmente o candidato do PL na segunda etapa da eleição presidencial. O gestor publicou uma fotografia ao lado de Flávio e do prefeito de Petrolina, Simão Durando, reforçando publicamente a posição adotada pelo grupo político.
Segundo Bruno Reis, a decisão de apoiar Flávio Bolsonaro foi tomada pelo União Brasil como orientação de grupo para o segundo turno. O prefeito afirmou que seguirá a posição partidária e defendeu a necessidade de mudanças no país como parte de uma estratégia para promover mudanças também na Bahia.
O apoio de ACM Neto e de Bruno Reis ocorre após o resultado das eleições estaduais na Bahia, nas quais Jerônimo Rodrigues foi reeleito governador. A nova etapa da disputa presidencial passou a concentrar os posicionamentos de lideranças políticas baianas, com integrantes de diferentes grupos anunciando apoio aos candidatos que avançaram para o segundo turno.