
A Polícia Civil da Bahia instaurou um inquérito para apurar as ameaças relatadas pela presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), Fernanda Gama. A investigação tramita na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), em Brotas, após a jornalista relatar ter sido abordada por um funcionário acompanhado de um segurança armado.
Segundo o Sinjorba, o episódio ocorreu no Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia (Sinpojud), onde Fernanda recebeu uma advertência após se recusar a assinar um aviso de férias entregue na véspera do início do período. A ocorrência foi registrada na Deam no dia 2 de outubro e também é acompanhada pelo Ministério Público do Trabalho.
Na segunda-feira (5), o Sinpojud comunicou por e-mail que as férias inicialmente previstas para outubro seriam transferidas para novembro. O Sinjorba, entretanto, questiona a abordagem realizada pelo responsável pelo setor de Recursos Humanos acompanhado de um segurança armado e cobra esclarecimentos sobre quem autorizou o procedimento.
Em manifestação publicada pelo sindicato, a entidade também contestou declarações atribuídas ao presidente do Sinpojud, Manuel Suzart. Segundo o Sinjorba, documentos, e-mails, mensagens e vídeos indicariam que havia registros internos sobre a tentativa de conceder as férias desde 30 de setembro, antes da repercussão pública do caso.
parecer administrativo elaborado pelo diretor de Administração e Patrimônio, Damião Correia, reconheceu que Fernanda foi comunicada sobre as férias com apenas um dia de antecedência. Conforme o Sinjorba, o documento determinou a desconsideração da programação e a suspensão da advertência.
Além da investigação policial, o Sinjorba questiona quem autorizou o pagamento das férias e do terço constitucional, realizado em 30 de setembro, e quem permitiu a continuidade do procedimento. A entidade também cobra a preservação das imagens das câmeras da sede e a identificação dos profissionais de segurança que estavam no local nos dias 1º e 2 de outubro.