
As obras para corrigir o vazamento na Barragem de Ceraíma, na zona rural de Guanambi, estão paralisadas, e trabalhadores relatam atrasos no pagamento dos salários. O problema no reservatório persiste há meses, apesar de a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) ter contratado uma empresa para executar os reparos.
Um dos trabalhadores afetados, Welton Souza, morador de Caetité, afirmou que recebeu apenas um mês de salário pelos três meses em que trabalhou na obra, ainda assim com atraso. Segundo ele, a situação compromete o pagamento de despesas básicas, como aluguel e alimentação, enquanto os operários aguardam uma solução.
De acordo com Souza, a empresa responsável atribui a paralisação à falta de repasses financeiros da Codevasf. Cerca de seis trabalhadores permanecem em Guanambi à espera de uma posição sobre a retomada dos serviços e a regularização dos pagamentos.
Enquanto isso, o vazamento continua na barragem, localizada no distrito de Ceraíma. Conforme as informações divulgadas, a água escoa a uma vazão estimada em 350 mil litros por hora, situação que mantém a preocupação entre usuários do reservatório.
O presidente da Cooperativa de Irrigantes alertou para o risco de rompimento da barragem. Até as informações divulgadas, não havia indicação de uma data para a retomada das obras nem de quando os salários atrasados seriam pagos. A situação exige esclarecimentos dos responsáveis pelo empreendimento sobre as medidas previstas para conter o vazamento e garantir a segurança da estrutura.