
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), elogiou o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate promovido pela TV Band na noite de domingo (18), o primeiro do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em entrevista nesta segunda-feira (19), durante visita às obras da nova sede do Departamento de Polícia Técnica (DPT), em Salvador, Jerônimo afirmou que Lula “se comportou como um estadista” e criticou a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Ao avaliar o confronto, o governador afirmou que o comportamento dos candidatos pode influenciar parte do eleitorado que ainda não consolidou sua escolha. Na avaliação de Jerônimo, Lula manteve uma postura compatível com o cargo de presidente da República, mesmo diante das provocações feitas pelo adversário durante o programa.
Em relação a Flávio Bolsonaro, Jerônimo criticou as atitudes do senador, que, segundo ele, teria permanecido atrás de Lula em alguns momentos, tentando provocá-lo, além de imitar o presidente. O governador também afirmou que o candidato do PL deixou de responder a questões apresentadas durante o debate.
Sobre o desafio lançado por Lula para que Flávio abrisse seus sigilos bancário e telefônico, Jerônimo disse que a medida permitiria esclarecer questionamentos levantados durante a disputa. A declaração ocorreu em meio à troca de acusações entre os candidatos, que têm marcado a campanha presidencial neste segundo turno.
O governador também demonstrou confiança na possibilidade de Lula ampliar seu desempenho eleitoral e pediu que os apoiadores do presidente na Bahia mantenham a mobilização até o dia da votação. Ao comentar as pesquisas, Jerônimo afirmou que os levantamentos que indicam empate técnico e pequenas diferenças entre os candidatos sinalizam, na avaliação dele, uma mudança no cenário da disputa.
Por fim, Jerônimo criticou as propostas de redução de gastos associadas a Flávio Bolsonaro e afirmou que elas poderiam atingir áreas como educação e serviços públicos. Segundo o governador, estudantes, professores, trabalhadores e setores de menor renda têm motivos para se mobilizar diante da possibilidade de cortes. As declarações refletem a avaliação política do petista sobre a campanha e as propostas do adversário.