
Apoio isolado marca a articulação para criar uma CPI que investigue o Banco Master no Congresso. O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) foi o único da bancada baiana a assinar o pedido, que apura suspeitas de irregularidades e fraudes. A iniciativa enfrenta resistência, sobretudo pela proximidade do ano eleitoral.
Movimento ocorre em um ambiente de cautela entre parlamentares, que veem dificuldade para instalar comissões de inquérito em ano pré-eleitoral. Mesmo assim, Alden, vice-líder da oposição, afirma que pretende intensificar a coleta de assinaturas após o recesso de fevereiro para viabilizar a abertura dos trabalhos.
Foco da investigação recai sobre um contrato de R$ 3,6 milhões mensais firmado entre o Banco Master e um escritório de advocacia ligado a Viviane Barci, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes. O acordo, com duração prevista de três anos, levantou questionamentos sobre transparência e relações institucionais.
Além do contrato, defensores da CPI citam reportagens que mencionam reuniões entre o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, envolvendo temas relacionados ao Banco Master. Para a oposição, os episódios indicam a necessidade de esclarecimentos formais pelo Legislativo.
Viabilidade política da CPI ainda depende de adesão mais ampla na Câmara e no Senado. Articuladores avaliam que o avanço do pedido exigirá quórum robusto e enfrentará obstáculos internos, enquanto o debate sobre possíveis conflitos de interesse segue no centro das discussões.