
Bahia deve registrar novo aumento no preço do botijão de gás de 13 quilos nos próximos dias. O reajuste médio estimado é de cerca de R$ 5 em todo o estado, segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás da Bahia. A alta resulta da soma de mudanças tributárias, elevação no custo do produto nas refinarias e aumento das despesas operacionais do setor.
Segundo o presidente do Sinrevgas, Robério Souza, um dos principais fatores é o reajuste do ICMS sobre o Gás Liquefeito de Petróleo. A mudança foi definida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária, que elevou a alíquota de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo, gerando impacto direto de R$ 1,04 no valor final do botijão.
Outro peso relevante veio da atualização no preço do gás fornecido pela Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe. O sindicato informa que a refinaria reajustou o valor em R$ 1,00, enquanto as distribuidoras repassaram mais R$ 0,40, somando um custo adicional de R$ 1,40 para os revendedores.
Somados, os aumentos tributários e de fornecimento já alcançam R$ 2,44 por botijão. O valor ainda incorpora o impacto do reajuste salarial dos trabalhadores do setor, o que amplia o efeito final para o consumidor e empurra a alta média para cerca de R$ 5, conforme estimativa do sindicato.
Atualmente, o botijão de 13 quilos é vendido na Bahia por valores que variam entre R$ 130 e R$ 165, dependendo da região e do ponto de venda. A diferença reflete custos logísticos, concorrência local e volume de comercialização em cada município.
Desde esta quarta-feira (1º), entrou em vigor o novo salário mínimo nacional, que passou de R$ 1.518 para R$ 1.621. O aumento, publicado no Diário Oficial da União, também pressiona a folha de pagamento do setor e contribui para o reajuste percebido no preço final do gás de cozinha.