
Movimentação nos bastidores da política baiana ganhou força após surgir a informação de que o deputado federal Diego Coronel, do PSD, negocia com o governador Jerônimo Rodrigues a vaga de vice na chapa de 2026. Filho do senador Angelo Coronel, ele teria assumido o protagonismo das articulações da família e prepara um encontro decisivo com o chefe do Executivo.
Segundo apuração divulgada pela Band, as conversas avançam diretamente entre Diego e Jerônimo. A possível aliança PT-PSD anima aliados e preocupa partidos da base. O gesto indicaria uma reacomodação de forças para manter o grupo unido, mas também reacende disputas internas por espaço e poder.
Diante desse cenário, Angelo Coronel teria esfriado de vez a aproximação com ACM Neto e recusado convite para migrar ao PSDB. A decisão ocorre após o senador Otto Alencar reafirmar que o PSD seguirá fiel ao apoio a Lula e a Jerônimo, afastando qualquer chance de racha na legenda.
Nos bastidores, pesa ainda o histórico de tensões ao longo de 2025, quando Angelo Coronel ameaçou romper a aliança caso perdesse prioridade na disputa ao Senado. O impasse surgiu após Rui Costa sinalizar interesse na mesma vaga, gerando desconforto e discursos públicos de que “há espaço para todos”.
Atualmente, a vice-governadoria pertence ao MDB, ocupada por Geraldo Júnior. A possível troca passou a circular com mais força após a derrota dele na eleição para a prefeitura de Salvador em 2024, resultado que alimentou especulações sobre mudanças na composição da chapa governista.
Reação não demorou. Em declaração ao bahia.ba, Geddel Vieira Lima tratou o movimento como especulação e mandou recado direto ao PT. Disse confiar na palavra de Jerônimo e de Jaques Wagner e afirmou não acreditar que o MDB, aliado histórico, seja descartado após anos de lealdade política.
Em tom firme, Geddel lembrou que a vaga foi conquistada nas urnas e não pode ser tratada como moeda de troca. Apesar da tranquilidade aparente, o discurso expõe a irritação do MDB e mostra que, por trás da fala diplomática, a disputa pela vice já virou fofoca quente e combustível político para 2026.