
Declaração do pastor Silas Malafaia reacendeu o debate político nesta quarta-feira (14). Em vídeo nas redes sociais, ele cobrou “humanidade” para Jair Bolsonaro (PL) e defendeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente, que cumpre pena em Brasília.
Vídeo foi publicado no X, antigo Twitter. Malafaia alegou que o estado de saúde de Bolsonaro justifica tratamento diferenciado. Segundo ele, as sequelas da facada sofrida em 2018 exigem acompanhamento médico constante dentro ou fora do sistema prisional.
Críticas miraram o STF. O pastor chamou o ministro Alexandre de Moraes de “ditador da toga” após a anulação de uma sindicância do Conselho Federal de Medicina que apurava suposta falta de assistência médica ao ex-presidente na prisão.
Acusação ganhou tom mais duro. Malafaia afirmou que Moraes tem “sangue inocente nas mãos” ao citar a morte de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, preso pelos atos golpistas de 8 de janeiro e que morreu após infarto no Complexo da Papuda, em 2023.
Segundo o religioso, Moraes foi informado sobre problemas cardíacos do detento e não autorizou tratamento fora da prisão. Malafaia disse que Clezão era membro de sua igreja e que não participou ativamente da invasão, mas acabou detido.
Comparação ampliou a polêmica. O pastor citou a prisão domiciliar concedida a Fernando Collor e afirmou que o ex-presidente “não tem um centésimo” dos problemas de saúde enfrentados por Bolsonaro, acusando o Supremo de adotar critérios diferentes.
Discurso terminou com cobrança direta. Para Malafaia, manter Bolsonaro preso em cela fechada, mesmo após desmaios e quedas, representa crueldade. Ele defendeu que a prisão domiciliar seria uma medida humanitária e compatível com decisões já adotadas pela Justiça.