
Presidente do PL na Bahia, o ex-ministro João Roma criticou a ideia de o senador Angelo Coronel ser candidato único ao Senado na chapa de ACM Neto. Segundo ele, a política exige diálogo e soma de forças, não afastamentos, sobretudo em um cenário de oposição ao PT no estado.
Diante da informação revelada pela coluna Radar do Poder, Roma afirmou não ter sido comunicado sobre a proposta. Para ele, a iniciativa contraria o esforço de convergência entre grupos oposicionistas e atinge diretamente sua pré-candidatura ao Senado, construída a partir da reaproximação com ACM Neto.
Durante a chegada à Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira, Roma avaliou que não acredita em chapas fracionadas. Ele defendeu a formação de um bloco forte e plural, capaz de agregar lideranças, prefeitos e partidos com o objetivo comum de vencer as eleições e apresentar uma alternativa sólida ao governo petista.
Ao comentar o cenário eleitoral, o ex-ministro reconheceu a força política de Angelo Coronel no interior, mas reforçou que o foco deve estar na união. Para ele, a oposição precisa marchar junta, deixando interesses individuais em segundo plano para construir um projeto competitivo e vencedor para a Bahia.
Mesmo aparecendo melhor posicionado que Coronel em pesquisas de intenção de voto, Roma disse não se iludir com os números. Segundo ele, o mais importante é convencer os baianos de que o estado precisa mudar, após duas décadas de governos do PT sem avanços significativos na qualidade de vida da população.
Na avaliação de Roma, apenas uma campanha com um time unido terá condições reais de vitória. Ele afirmou que segue dialogando com ACM Neto e outros partidos para formar uma chapa forte, capaz de traduzir esperança, renovar expectativas e apresentar um caminho diferente para o futuro da Bahia.