
Prefeitura de Catu, cidade próxima a Feira de Santana, mantém um lixão a céu aberto apesar de decisão judicial que determinou o fechamento do espaço. O local segue recebendo resíduos de Catu e Pojuca, mesmo após notificações do Ministério Público e alertas de órgãos ambientais.
Segundo a Justiça da Bahia, o lixão deveria ter sido desativado até março de 2025, conforme decisão tomada em outubro de 2024. O prazo expirou sem cumprimento, o que configura crime ambiental e amplia os impactos diretos à saúde da população da região.
Há décadas, o espaço funciona próximo a mananciais e comunidades rurais. Um laudo técnico apontou risco de contaminação do solo e da água pelo chorume, aumentando a preocupação com doenças e danos ambientais permanentes.
Apesar das irregularidades, soluções já foram apresentadas à gestão municipal. Entre as alternativas estão o uso de aterros sanitários licenciados em cidades como Feira de Santana, São Francisco do Conde e Entre Rios, todos com autorização ambiental válida.
Mesmo assim, a prefeitura não interrompeu as atividades no local. Procurada, a gestão informou que o caso está na fase final de um processo licitatório para transferir os resíduos sólidos urbanos para outro município com aterro ou lixão controlado.
Em nota, a prefeitura afirmou que, enquanto o trâmite administrativo não é concluído, o lixão segue funcionando de forma monitorada. A gestão diz manter diálogo com órgãos competentes e adotar medidas técnicas para preservar o meio ambiente e a saúde da população.