
Funcionários da Maternidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, relatam atrasos nos pagamentos há pelo menos seis meses, situação que afeta diretamente a rotina e o atendimento da unidade, gerida pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF). Servidores denunciam dificuldades financeiras e emocionais graves.
Denúncias apontam que médicos, enfermeiros e outros trabalhadores seguem sem receber e enfrentam alimentação limitada. “Estamos há seis meses sem pagamento. A comida é só pão e ovo. Os médicos também estão sem receber”, relatou um funcionário. A situação compromete a qualidade do serviço prestado à população.
Falta de repasse financeiro também afeta fornecedores da maternidade, segundo os trabalhadores, obrigando a unidade a operar em condições precárias. Profissionais pedem intervenção da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) e relatam que a gestão da FESF não tem resolvido os atrasos, gerando preocupação entre gestantes e recém-nascidos atendidos.
FESF, em nota, afirma que “pagamentos de colaboradores celetistas estão em dia” e que valores de médicos credenciados como Pessoas Jurídicas (PJ) estão em fase de regularização. A Fundação explicou que os pagamentos de dezembro seguem o prazo contratual de até 60 dias, conforme contratos de credenciamento.
Gestores ainda ressaltaram que mantêm diálogo contínuo com fornecedores e observam rigorosamente os fluxos internos de conferência e liquidação, visando transparência e segurança jurídica. A FESF reiterou compromisso com trabalhadores, fornecedores e atendimento humanizado à população.
Sesab ainda não se pronunciou sobre o caso. Funcionários da maternidade seguem aguardando solução, enquanto a população depende do serviço de referência da unidade. A situação continua sendo acompanhada, e medidas administrativas podem ser tomadas para regularizar os pagamentos e condições de trabalho.