Racha entre Otto e Coronel no PSD acende alerta e pode enfraquecer Lula na Bahia

Tensão entre os senadores Otto Alencar e Angelo Coronel, ambos do PSD, ameaça provocar um racha no partido na Bahia e já gera reflexos no cenário político nacional. O impasse em torno da formação da chapa ao Senado preocupa lideranças em Brasília, especialmente pelo peso estratégico do estado, quarto maior colégio eleitoral do país.

Bastidores indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha o conflito com atenção. Otto e Coronel ocupam posições-chave no Congresso e exercem influência direta em pautas sensíveis ao governo. Um afastamento entre eles pode comprometer articulações políticas essenciais para o Palácio do Planalto.

Otto Alencar preside a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, considerada a mais importante da Casa. À frente do colegiado, ele tem barrado ou imposto resistência a propostas que podem desgastar o governo Lula, como o PL da Dosimetria e a PEC da Blindagem, ambas defendidas por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Coronel, por sua vez, é relator da Lei Orçamentária Anual e detém o controle do relatório final do Orçamento da União. A função lhe garante poder para negociar emendas, definir prioridades e dialogar diretamente com líderes partidários e o governo, tornando sua posição central nas decisões sobre os gastos federais.

Cenário político na Bahia amplia a preocupação. O estado foi decisivo na eleição de 2022, quando Lula obteve mais de seis milhões de votos, o equivalente a 72% do total. Um eventual rompimento no PSD pode abrir espaço para que Angelo Coronel se aproxime da oposição estadual, liderada por ACM Neto.

Risco avaliado por aliados do governo é que essa mudança de alinhamento enfraqueça o palanque de Lula no estado, justamente em um momento de reorganização das forças políticas para a eleição presidencial. A perda de apoio estratégico na Bahia pode ter impacto direto no desempenho eleitoral do petista.

Contexto nacional também pesa no tabuleiro. A recente filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD reforçou o discurso interno de fortalecimento da sigla como alternativa ao PT. Caiado tem defendido abertamente que o partido se estruture para disputar o Planalto, ampliando as tensões internas e elevando o grau de incerteza sobre o futuro da aliança na Bahia.

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