
Luto tomou conta da música brasileira com a morte do cantor e compositor Nilton Cesar, nesta quarta-feira (28), em São Paulo. Mineiro de Ituiutaba, ele se destacou nos anos 1970 e 1980 como uma das vozes mais marcantes do romantismo popular, alcançando sucesso nacional com canções que se tornaram trilhas da época.
Sucesso absoluto veio com a música Férias na Índia, lançada em 1970, que vendeu cerca de 500 mil cópias e rendeu discos de ouro. Nilton também se destacou com outros hits, como Choro Por Gostar de Alguém, A Namorada que Sonhei, Amor… Amor… Amor… e Amigo Não, consolidando uma carreira sólida que atravessou décadas e programas de auditório pelo país.
Início da trajetória artística começou em 1960, ainda como calouro em programas de TV, imitando Orlando Dias. Após se mudar para o Rio de Janeiro e depois para São Paulo, adotou o nome artístico Nilton Cesar para se diferenciar de outros cantores da época. O talento natural e a voz aveludada logo chamaram atenção de produtores e gravadoras, como RGE e Continental.
Velório aconteceu nesta quarta (28), das 17h30 às 19h30, no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, Zona Leste de São Paulo. Após a cerimônia, o cantor será cremado no Crematório Vila Alpina. Amigos, fãs e familiares prestam homenagem à carreira de um dos nomes mais elegantes e românticos da música brasileira.
Legado de Nilton Cesar, apelidado de “Príncipe das Baladas”, se mantém vivo na memória dos fãs e na história da música popular. Companheiros de profissão, como a cantora Edith Veiga, lamentaram a perda: “Hoje a música está em luto. Um amigo que se vai, deixando meu coração amargurado”.
Influência e presença marcante nos programas de auditório da época, como o Programa Silvio Santos, ajudaram a tornar Nilton Cesar uma figura conhecida nacionalmente, levando sua música romântica a milhões de lares e consolidando-o como referência do gênero no Brasil.