
Iuiu vive um caso de forte repercussão social envolvendo uma adolescente de 12 anos, grávida de oito meses, moradora da zona rural do município. Na noite de terça-feira (3), o primo da jovem veio a público para negar qualquer envolvimento com a menor. Ele afirmou que nunca manteve relação com a adolescente e declarou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
Segundo o homem, os comentários sobre um possível crime surgiram há cerca de nove meses. Ele relatou que, desde o início das suspeitas, sugeriu a realização de exames para esclarecer a situação, mas afirmou que a mãe da adolescente teria recusado naquele momento. O primo disse ainda que mantém uma relação familiar próxima e harmoniosa com a tia e a jovem, comparando o vínculo ao de mãe e irmã.
A versão do suspeito contrasta com o relato da adolescente. Em entrevista concedida no último domingo (1º), a jovem afirmou que o primo seria o pai da criança e declarou não guardar ressentimentos. Ela disse que nunca sofreu abuso por parte do padrasto e apontou o primo como responsável pela gravidez, que, segundo ela, teria ocorrido na primeira relação forçada.
A mãe da adolescente reforça a mesma versão apresentada pela filha. Já o padrasto negou qualquer envolvimento e afirmou que sempre foi citado pela enteada como alheio ao caso. O episódio gerou comoção na comunidade local e levantou questionamentos sobre a atuação dos órgãos de proteção e a demora na apuração dos fatos.
Em nova manifestação, o primo afirmou que continua trabalhando normalmente e que não pretende deixar a região. Ele disse aguardar o nascimento da criança para a realização do exame de DNA, que considera fundamental para esclarecer o caso. O homem também questionou o fato de a gravidez ter sido percebida pela mãe apenas nos últimos meses, apesar da convivência diária.
A possibilidade de exame antes do parto chegou a ser avaliada. Segundo o suspeito, a médica responsável alertou para os riscos do procedimento durante a gestação. A mãe da adolescente confirmou que o sobrinho manifestou interesse no exame, mas afirmou que a ideia foi descartada para preservar a saúde da filha e do bebê.
A Polícia Civil informou que a mãe e a adolescente serão ouvidas nesta quarta-feira (5). O caso segue em investigação, e novas diligências devem ser realizadas para esclarecer as circunstâncias da gravidez e apurar eventuais responsabilidades.