
Traumas provocados por acidentes automobilísticos lideram os atendimentos na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Geral de Guanambi. A maior parte dos pacientes internados chega à UTI com lesões ortopédicas graves, muitas vezes associadas a traumas neurológicos, exigindo cirurgias complexas e acompanhamento intensivo para preservação da vida.
Segundo a diretora do HGG, Kelly Pozzi, a unidade recebe majoritariamente vítimas de acidentes de trânsito com desfecho severo. Ela explicou que muitos casos envolvem necessidade de intervenção neurocirúrgica imediata, o que demanda estrutura avançada e suporte contínuo da UTI para garantir estabilidade clínica e chances de recuperação.
Atualmente, o maior desafio do hospital é lidar com o volume elevado e a gravidade crescente dessas ocorrências. De acordo com a direção, os acidentes, especialmente com motocicletas, têm se tornado mais frequentes na cidade e em toda a região, pressionando a rede de urgência e os leitos intensivos.
Dados de 2025 revelam que 1.742 vítimas de acidentes automobilísticos foram atendidas apenas na emergência do hospital. Parte significativa desses pacientes precisou de internação na UTI. Além da quantidade, a direção alerta para o aumento das sequelas, com casos que deixam impactos permanentes na vida dos sobreviventes.
Conforme destacou Kelly Pozzi, o acompanhamento intensivo busca reduzir danos e permitir que o paciente retorne à vida social com o menor prejuízo possível. A UTI do HGG completa 20 anos na próxima terça-feira (10), consolidada como referência regional em atendimento de alta complexidade e cuidado humanizado.