
O delegado titular de Riacho de Santana, Sandro Nunes, afirmou nesta segunda-feira (9) estar sendo perseguido em razão do trabalho à frente da delegacia local. Segundo ele, as ações contra tráfico de drogas, abuso sexual e jogos de azar teriam gerado retaliações, incluindo pressão política e ameaças de facções criminosas.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Nunes relatou que está à frente da unidade há pouco mais de dois anos e chegou a mudar-se com a família para se aproximar da população. No entanto, por questões de segurança, a família precisou deixar o município recentemente, tornando a situação insustentável para o delegado.
O policial informou que atua em um cenário dominado por duas facções: Bonde do Maluco (BDM) e Comando Vermelho (CV). Ele também afirmou ter tomado conhecimento de que um deputado federal teria solicitado sua remoção, pedido que foi negado, e aguarda autorização da 24ª Coorpin para deixar oficialmente o cargo.
Apesar do contexto de tensão, Sandro Nunes elogiou a população ordeira da cidade e repudiou aqueles que, segundo ele, apoiam ou compactuam com ações criminosas. A denúncia ressalta os desafios enfrentados por autoridades que tentam manter a ordem em municípios com forte presença do crime organizado.