
Movimentação intensa nos bastidores da política baiana colocou quatro cargos no centro da disputa eleitoral. Com o apoio do senador Angelo Coronel (PSD) a ACM Neto (União) praticamente fechado, lideranças do governo e da oposição aceleraram articulações para definir vices e suplências ao Senado, peças-chave na montagem das chapas.
Disputa envolve as duas vagas de vice-governador e duas suplências ao Senado. No campo governista, Jaques Wagner tenta a reeleição e o ministro Rui Costa deve disputar uma cadeira. A suplência de Rui é considerada estratégica, já que ele pode retornar à Esplanada caso Lula seja reeleito presidente.
Cenário favorece nomes com força regional. José Ronaldo (União), prefeito de Feira de Santana, e Zé Cocá (PP), gestor de Jequié, despontam como opções tanto para governo quanto para oposição. Ambos lideram colégios eleitorais relevantes e ampliam o alcance político das chapas majoritárias.
Oposição intensificou investidas para atrair Ronaldo ao palanque de Neto, sem descartar diálogo com Cocá. Aliados avaliam que a presença de um dos dois agregaria capilaridade no interior e reforçaria o discurso de competitividade contra o grupo governista.
Governo também se movimenta. Jerônimo Rodrigues (PT) tenta manter pontes abertas e chegou a acionar o MDB em busca de aproximação com Ronaldo. Nos bastidores, interlocutores afirmam que há alinhamento mais sólido com Cocá, embora nenhuma definição oficial tenha sido anunciada.
PSD surge como fiel da balança na composição. O senador Otto Alencar avalia indicar o deputado Adolfo Menezes, ex-presidente da Assembleia, para a vice. O nome de Geraldo Jr. (MDB) também circula como alternativa tanto para vice quanto para suplência.
Definições avançam enquanto Neto praticamente fecha a majoritária com Angelo Coronel e João Roma (PL) ao Senado, restando a escolha do vice. Jerônimo, por sua vez, mantém Wagner e Rui como postulantes ao Senado, mas ainda precisa bater o martelo sobre vice e suplentes.
Expectativa cresce à medida que 2026 se aproxima. As negociações seguem intensas e devem redefinir alianças históricas no estado. Nos próximos meses, cada movimento pode alterar o equilíbrio de forças na corrida pelo Palácio de Ondina.