
Domingo amanheceu tenso no campo conservador após Jair Bolsonaro divulgar carta manuscrita em defesa de Michelle Bolsonaro e atacar críticas vindas do próprio grupo. Bolsonaro reagiu com firmeza, cobrou lealdade e pediu união. Aliados leram o gesto como recado direto aos insatisfeitos, enquanto adversários exploraram o ruído. Texto ganhou força nas redes e reacendeu disputa interna.
Repercussão veio imediata e intensa. Silas Malafaia classificou a carta como “lapada” contra setores da direita que pressionam aliados publicamente. Pastor afirmou que campanhas majoritárias exigem diálogo, estratégia e convencimento, nunca ataques entre os próprios líderes. Declaração ampliou o debate, dividiu seguidores e elevou o tom da crise.
Pressão interna incomodou Bolsonaro, que lamentou ataques dirigidos à esposa e a integrantes do mesmo campo ideológico. Ex-presidente evocou Deus, pátria, família e liberdade ao defender coesão e respeito. Ele ainda revelou que orientou Michelle a evitar envolvimento eleitoral até o fim do mês, sinalizando cautela. Movimento indica tentativa clara de reorganizar a base e conter desgastes em momento decisivo.