
Ministro Alexandre de Moraes, do STF, nomeou o delegado da Polícia Federal Fábio Shor como assessor em seu gabinete. Responsável pelo inquérito da trama golpista de 2022 e pelo indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, Shor assume posição estratégica, reforçando o vínculo entre investigação e atuação judicial no Supremo.
Shor também conduziu os inquéritos das fake news, instaurado em 2019 pelo então presidente Dias Toffoli, e das milícias digitais. Sua atuação é marcada por casos de grande repercussão e pressão política, que incluíram ataques de parlamentares bolsonaristas, expondo o delegado a críticas públicas e a debates sobre imparcialidade e segurança institucional.
Presidente do STF, Edson Fachin assinou a nomeação, publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (10). Shor passa a ocupar o cargo em comissão de assessor de ministro, nível CJ-3, posição de hierarquia elevada que permite atuação direta com o magistrado, sem exigir vínculo efetivo como servidor concursado, ampliando sua influência nas decisões estratégicas do tribunal.
Investigação da PF sobre o Banco Master trouxe à tona mensagens de Moraes com Daniel Vorcaro no dia da prisão do ex-banqueiro, cenário que adiciona tensão política à nomeação. Shor já foi ouvido como testemunha no processo que condenou Bolsonaro, militares e autoridades por tentativa de golpe, destacando sua proximidade com casos de repercussão nacional e decisões críticas do STF.
Deputados bolsonaristas, incluindo Eduardo Bolsonaro, Marcel Van Hattem e Gilberto Silva, criticaram publicamente a nomeação, acusando Moraes de centralizar poder sobre a Polícia Federal. Eduardo afirmou que “Alexandre de Moraes não precisa de conluio, ele comanda um destacamento da PF”, refletindo a polarização em torno da atuação do delegado e a pressão política sobre decisões judiciais no país.