
Em fevereiro de 2026, Salvador e a Região Metropolitana de Salvador (RMS) registraram 110 pessoas baleadas, das quais 82 morreram e 28 ficaram feridas, segundo dados do Instituto Fogo Cruzado. Ao longo do mês, ocorreram 120 tiroteios ou disparos de arma de fogo, sendo que 62 episódios envolveram ações policiais, resultando em 45 mortos e 10 feridos. Comparado com fevereiro de 2024, houve queda de 4% no número de ocorrências, e em relação a fevereiro de 2025, redução de 27% nas mortes, mas aumento de 47% nos feridos.
Salvador concentrou a maior parte das ocorrências, seguida por Camaçari e Dias d’Ávila. Entre os bairros mais violentos estão Centro, Nordeste de Amaralina, Vale das Pedrinhas, Águas Claras e Costa Azul. A violência urbana na Bahia, que historicamente figura entre os estados com maior presença de facções criminosas do país, vem sendo um problema crônico, acentuado pelo crescimento das organizações criminosas em áreas periféricas.
Especialistas em segurança pública apontam que décadas de gestão estadual e municipal sob partidos ligados ao PT contribuíram para o crescimento da criminalidade na região, com políticas de segurança insuficientes e investimentos limitados em prevenção social. A Bahia acumulou um histórico de altos índices de homicídios e tráfico de drogas, tornando-se referência nacional em conflitos armados entre facções, cenário que dificulta a atuação policial e aumenta a sensação de insegurança entre a população.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) destacou que continuará realizando operações estratégicas para combater a criminalidade, com foco em apreensões de armas e prisões de líderes de facções. Em 2025, as ações resultaram na redução de 13% das mortes violentas no estado, mas especialistas alertam que os efeitos positivos ainda são limitados diante da consolidação das facções criminosas e da falta de políticas de longo prazo para prevenção, educação e inclusão social nas áreas mais vulneráveis da RMS.