
Reservatório de Sobradinho, na Bahia, atingiu 87% do volume útil neste fim de março. Dados atualizados neste domingo (29) indicam avanço consistente no armazenamento, cenário que reforça a recuperação hídrica no submédio do Rio São Francisco após anos de níveis baixos.
Atualização mais recente aponta que a recuperação ocorre em ritmo contínuo. No sábado (28), a afluência chegou a cerca de 3.350 metros cúbicos por segundo, enquanto a defluência ficou próxima de 1,2 mil m³/s, mantendo o equilíbrio do sistema e favorecendo o acúmulo de água.
Importância do reservatório vai além da geração de energia. Sobradinho exerce papel estratégico na regulação do rio, contribuindo diretamente para abastecimento humano, irrigação, navegação e suporte às atividades econômicas em diversas regiões da Bahia.
Reflexos positivos já começam a ser percebidos no planejamento para o período seco. Nível elevado do reservatório garante maior segurança hídrica e reduz riscos de escassez nos próximos meses, beneficiando cidades que dependem diretamente do São Francisco.
Monitoramento, no entanto, ainda exige atenção em áreas ribeirinhas. Boletim do Serviço Geológico do Brasil indica que alguns trechos do rio seguem acima das cotas de alerta ou inundação, apesar da tendência gradual de queda.
Em Bom Jesus da Lapa, nível do rio chegou a 703 centímetros neste domingo (29), acima da cota de inundação de 625 cm. Projeção aponta redução lenta, podendo atingir cerca de 695 cm até a noite de segunda-feira (30).
Situação também exige atenção em Carinhanha, onde o nível marcou 536 cm, superando a cota de inundação de 500 cm. Tendência indica queda gradual, com previsão de atingir cerca de 530 cm nas próximas horas.
Outros municípios apresentam cenário mais controlado. Em Barra, o rio registrou 579 cm, abaixo da cota de inundação de 610 cm, mas com leve tendência de alta. Já em Ibotirama e Morpará, níveis permanecem abaixo das cotas de alerta.
Cenário geral aponta melhora significativa na bacia baiana do São Francisco. Avanço no volume de Sobradinho reforça uma mudança positiva após períodos críticos, ampliando a segurança hídrica e reduzindo impactos da estiagem.
Autoridades mantêm acompanhamento constante da situação. Monitoramento segue ativo devido aos níveis ainda elevados em algumas cidades, especialmente no médio São Francisco, onde há risco de alagamentos mesmo com tendência de recuo das águas.