
Movimentação no Tribunal de Justiça da Bahia marcou a aposentadoria da desembargadora Regina Helena Santos e Silva, oficializada nesta segunda-feira (6). A decisão ocorre no mesmo período em que o Conselho Nacional de Justiça realiza uma das inspeções mais rigorosas recentes no Judiciário baiano.
Nos bastidores, a saída é tratada como antecipação a possíveis desdobramentos da fiscalização. Relatórios anteriores já apontavam baixa produtividade no gabinete, com processos parados por mais de 100 dias e descumprimento de metas, o que aumentou a pressão interna sobre a magistrada.
Expectativa dentro do Tribunal de Justiça da Bahia é de uma “faxina” administrativa durante a inspeção. A atual gestão, comandada pelo desembargador José Rotondano, sinaliza colaboração total com o CNJ, diante da possibilidade de medidas contra magistrados e servidores com desempenho considerado insatisfatório.
Cenário se agravou após a exoneração do assessor Marcelo Paranhos, considerado peça-chave no funcionamento do gabinete. Sem o principal apoio operacional, aumentaram as dificuldades para reorganizar os trabalhos e responder às cobranças por produtividade.
Outro fator que gerava críticas internas era a baixa presença da desembargadora em sessões presenciais. A participação majoritariamente virtual nas decisões reforçava a percepção de distanciamento das atividades da 3ª Câmara Cível e do plenário do tribunal.
Com a aposentadoria confirmada, o TJBA deve publicar edital nos próximos dias para preencher a vaga pelo critério de antiguidade. A mudança ocorre em meio a um momento de forte vigilância e reestruturação dentro do Judiciário baiano.