Deputado estadual Binho Galinha é condenado a mais de 36 anos de prisão na Bahia

A Justiça da Bahia condenou o deputado estadual Binho Galinha a 36 anos e nove meses de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. A sentença foi proferida na quinta-feira (9) pela Vara Criminal e de Crimes contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Feira de Santana, com base em denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

Além do parlamentar, outras quatro pessoas também foram condenadas no mesmo processo: Mayana Cerqueira da Silva, Thierre Figueredo Silva, Jackson Macedo Araújo Júnior e Roque de Jesus Carvalho. As condenações são resultado das investigações da Operação El Patrón, deflagrada em dezembro de 2023 para desarticular uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana e municípios da região.

Segundo a sentença, Binho Galinha mantinha um arsenal distribuído em imóveis urbanos e rurais em desacordo com a legislação. Durante o cumprimento dos mandados judiciais, foram apreendidas armas de fogo de uso permitido e restrito, munições, armamentos com numeração adulterada ou suprimida e equipamentos armazenados em locais não autorizados. A Justiça também concluiu que o deputado permitiu ou facilitou o acesso de um adolescente a arma de fogo.

Conforme a decisão judicial, parte das armas e munições foi encontrada em diferentes endereços ligados ao parlamentar. Em alguns casos, os armamentos apresentavam sinais identificadores adulterados ou estavam guardados em locais distintos dos informados aos órgãos de fiscalização. As provas reunidas durante a investigação conduzida pelo Gaeco embasaram a condenação dos envolvidos.

Entre os demais réus, Mayana Cerqueira da Silva foi condenada a três anos e seis meses de reclusão, em regime inicial aberto, por manter e portar irregularmente uma pistola de uso restrito. Thierre Figueredo Silva recebeu pena de sete anos e nove meses de prisão, em regime semiaberto. Já os policiais militares Jackson Macedo Araújo Júnior, conhecido como “Macaco”, e Roque de Jesus Carvalho foram condenados a seis anos e nove meses e quatro anos e quatro meses de reclusão, respectivamente, podendo recorrer em liberdade.

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