
O Partido Liberal (PL) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra do sigilo bancário de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido foi apresentado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) e inclui solicitação de investigação e busca e apreensão.
O requerimento foi encaminhado ao ministro André Mendonça e pede a apuração de pagamentos recebidos por Marcola da empresária Roberta Luchsinger, ligada às investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O partido também solicita medidas para preservar possíveis provas relacionadas ao caso.
Segundo o documento protocolado pelo PL, a investigação deve esclarecer a origem de informações divulgadas, a cadeia de custódia de materiais sigilosos e a eventual utilização indevida de dados protegidos por sigilo durante o período de pré-campanha eleitoral.
A defesa do pedido afirmou que o vazamento de informações de uma investigação sob sigilo poderia, em tese, configurar violação de sigilo funcional. O documento também cita a possibilidade de apuração sobre eventual tentativa de interferência em investigação criminal.
Roberta Luchsinger é apontada como responsável por pagamentos a Marcola e possui ligação empresarial com Antônio Camilo, conhecido como “Careca do INSS”. De acordo com informações divulgadas, Marcola recebeu R$ 249 mil da empresária e afirmou que os valores foram quitados e não representam irregularidades.
Marcola deixou o cargo de chefe de gabinete da Presidência da República em 21 de julho. Inicialmente, havia sido informado que ele participaria da campanha de reeleição de Lula, mas, segundo as informações apresentadas, a saída ocorreu após a divulgação dos pagamentos.